Era uma vez

uma borboleta que tinha uma asa furada. Ela vivia numa toca de árvore, de onde espiava a floresta ao redor. Apesar da timidez a borboleta tinha uma maneira interessante de se comunicar com os outros bichos, a internet. Através da rede mundial de computadores, a borboleta e muitos outros bichos comunicavam-se intensamente, sem sair de suas tocas. Havia os mais diversos bichos, e até homens interagindo na rede. Pareciam vagalumes, mas eram os monitores dos computadores que brilhavam na noite da floresta, formando diversas constelações.
Era possível unirmos os pontos de maneira a formar uma figura que lembra uma teia de aranha. E a aranha é outra personagem desta história, pois ela ficou sabendo onde era a toca da borboleta.
E ao descobrir onde era a toca, logo a aranha mandou um presente à sua amiga, uma bala de côco.
A borboleta adorava bala de côco, então aceitou o presente. Verificou que ligada à bala havia um fio, e este fio logicamente levava à aranha. Poderia cortá-lo com uma tesoura, comer sua bala tranquila em sua toca, ou, poderia pegar na teia e arriscar grudar sua pata sem garantia de conseguir soltar depois. Pegou na teia, e através dela pôde conversar com a aranha dedilhando o fio. Era de se esperar que ao sentir as vibrações do fio, a aranha puxasse a presa para sí, e a devorasse, mas não o fez, preferiu utilizar o fio como um canal de comunicação privado.
À partir de então borboleta da asa furada e aranha passaram a trocar muitas ideias, inclusive visitaram-se. Ao que verificou-se que, na verdade não era um furo, mas sim uma mancha negra circular que fazia parte do desenho da asa. Mesmo assim a borboleta tinha receio de que fosse um furo e ao tentar voar espatifasse-se no chão. "Bem, eu sequer tenho asas, então não sei o que você está perdendo" disse a aranha. "Pois é" respondeu a borboleta.
COnt...
